sexta-feira, 15 de junho de 2012

Logística reversa é uma das apostas do Brasil para minimizar impacto do lixo


A logística reversa, que responsabiliza fabricantes sobre a destinação final de seus produtos depois da comercialização e consumo, é uma das grandes apostas brasileiras para solucionar – ou pelo menos minimizar – a problemática do lixo no país.

Mas o caminho ainda é longo. Dos 5.565 municípios brasileiros, 2.302 não têm que sequer coleta seletiva, etapa indispensável para a reciclagem, segundo a pesquisa Panorama de Resíduos Sólidos no Brasil, da Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (ABRELPE) referente ao ano de 2011. E nos municípios que fazem a coleta dessa forma, em muitos casos apenas são disponibilizados pontos de entrega voluntária à população, ou, no máximo, há convênios com cooperativas. 

Uma das saídas encontradas pelo governo federal para aumentar os índices de reciclagem é o estimulo à logística reversa. Entre o fim deste ano e o começo de 2013, essa política será implantada nas cadeias de embalagens, de óleo lubrificante, eletroeletrônicos, lâmpadas e descarte de medicamentos. Através de contratos com o governo, fabricante, importadores, comerciantes e distribuidores passarão a cuidar da etapa final do seu produto, que é quando ele vira lixo. 

ATERROS – Outra estratégia brasileira para a questão do lixo é estimular a implantação de aterros sanitários consorciados, onde um aterro atende mais de uma cidade. Atualmente, quase 42% do lixo gerado pelos brasileiros (ou 23 milhões de toneladas) é destinado de maneira inadequada, depositado em lixões e aterros considerados “controlados” ou despejados na natureza.

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