quarta-feira, 18 de julho de 2012

O que seu lixo revela sobre a economia mundial




“O jeito mais rápido de reduzir volumes de lixo sólido é ter uma recessão,” escreve o especialista em urbanismo Dan Hoornweg, do Banco Mundial, em um relatório sobre o estado dos resíduos nas cidades. Ele resume porque este ainda é e vai permanecer um problema vexatório. “Aqui nos Estados Unidos, ouvimos falar em ‘lixo zero’ e pensamos em yuppies  devotados. Mas grande parte da população mundial está pobre demais para comprar e jogar fora as coisas, em primeiro lugar. Só que os países em desenvolvimento estão enriquecendo e adotando padrões de vida mais altos, e estão seguindo também nosso rumo de desperdício.”

Eis três pontos importantes do relatório:

1. Os EUA têm um sério problema de lixo, mas o da China vai ficar ainda pior. O relatório do Banco Mundial revela contrastes chocantes mas esperados entre os países industrializados e aqueles mais pobres. No meio estão as nações emergentes, como China e Brasil, que estão rapidamente se comparando tanto em riqueza quanto em lixo. O termo no relatório inclui tudo que vai parar nos aterros da cidade, o que inclui materiais para reciclagem e compostagem antes de serem separados.

Os americanos jogam fora “alumínio o suficiente para reconstruir toda nossa frota de jatos comerciais a cada três meses.”

Quando se trata de lixo por pessoa, americanos e europeus estão na frente. (Um número de pequenos países, como Trinidade e Tobago e Kuwait têm também números de chamar a atenção, mas suas populações são muito reduzidas para provocar um impacto global.)  O Banco Mundial não economiza palavras para falar do problema: “O lixo sólido é o subproduto mais visível e pernicioso de um estilo de vida intenso em recursos e baseado no consumo.” Americanos usam 15 milhões de folhas de papel a cada cinco minutos e 60.000 sacolas plásticas a cada cinco segundos. Em 2025, a China vai estar produzindo 562 milhões de toneladas de resíduos sólidos por ano, três vezes a quantidade atual.

2. Países ricos geram mais desperdício de papel. Pode-se dizer muito sobre a riqueza de uma nação pela quantidade de papel que ela produz. De acordo com estatísticas do Banco Mundial, a composição do lixo varia dramaticamente entre países de diferentes níveis de renda. Países pobres têm uma proporção muito alta de lixo orgânico, tais como restos de comida. O papel, por outro lado, é o maior componente único do lixo em países desevolvidos. Nos EUA, uma pessoa gera 300 quilos de resíduos de papel por ano. Um terço disso vem de embalagens de papelão.

3. Ainda que reciclassemos todo nosso lixo, isto não seria o bastante. A boa notícia é que muito papel nos EUA acaba sendo reciclado: 62.5 por cento dele. No total, 34 por cento do fluxo de lixo é desviado para reciclagem e compostagem, o que é significativo mas longe dos 86 por cento que poderiam teoricamente ser alcançados, comenta a Mother Jones.

Foto: Merrick Brown/Creative Commons
Fonte: Planeta Sustentável

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