sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Pesquisa aponta que apenas 14% das cidades brasileiras tem Coleta Seletiva de Lixo


Pesquisa mostra que apenas 766 cidades contam com programas de coleta seletiva e atende apenas 14% da população brasileira

Segundo uma pesquisa divulgada pela Associação Compromisso Empresarial para Reciclagem (CEMPRE), a coleta seletiva de lixo só existe em 766 cidades brasileiras, um proporção de apenas 14% de todo o território nacional. Em Alagoas, de acordo com o CEMPRE, apenas dois dos 102 municípios alagoanos contam com programas de coleta seletiva.

O Sudeste e o Sul do Brasil são as regiões que mais concentram programas de reciclagem, já no Nordeste, apenas 76 cidades contam com programas de coleta seletiva de lixo e em Alagoas, apenas Arapiraca e Maceió tem acesso a esse processo.

Ainda de acordo com a pesquisa, cerca de 27 milhões de brasileiros (14%) tem acesso a esses programas de coleta seletiva. Um dos fatores apontados pela pesquisa do CEMPRE para que a coleta seletiva ainda não tenha vigorado no Brasil é o alto custo do seu programa em comparação a coleta convencional. O preço médio da coleta seletiva nas grandes cidades calculado pela pesquisa do CEMPRE foi de R$ 212,00, enquanto a coleta regular de lixo custa, em média, R$ 47,50, tornando a coleta seletiva 4,5 vezes mais cara.

Segundo o estudo, papel/papelão são os tipos de materiais recicláveis mais coletados por sistemas municipais de coleta seletiva (em peso), seguidos dos plásticos em geral, vidros, metais e embalagens longa vida. A porcentagem de rejeito ainda é elevada. Faz-se necessário investir em comunicação para que a população separe o lixo corretamente. 

A coleta seletiva dos resíduos sólidos municipais é feita pela própria Prefeitura em 48% das cidades pesquisadas; Empresas particulares são contratadas para executar a coleta em 26%; E mais da metade (65%) apóia ou mantém cooperativas de catadores como agentes executores da coleta seletiva municipal.

Em Alagoas, a coleta seletiva de lixo é realizada por cooperativas, como o Projeto Pitanguinha Minha Vida e o Cooperativa de Catadores da Vila Emater (CoopVila), em Arapiraca, a cooperativa dos moradores do bairro da Canafístula é apoiada pela Prefeitura Municipal.

Além disso, para firmar a Coleta Seletiva em Maceió, a vereadora Heloisa Helena já apresentou um projeto de Lei que torna obrigatória a coleta seletiva em Maceió. O projeto está sendo discutido pela SEPLANDE e pretende implantar o processo nas residências individuais, condomínios e comerciais, estabelecimentos comerciais, industriais, órgãos públicos federais, estaduais e municipais, bem como nos eventos promovidos por organizações públicas e privadas no âmbito da capital alagoana.

Além disso, a SEPLANDE já conta com projeto Coleta Óleo, para reciclagem de óleo de cozinha, e a inclusão produtiva, com participação efetiva na construção do decreto estadual que instituirá o Programa Alagoas Catador.


Confira a pesquisa completa clicando aqui.

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